sábado, 24 de dezembro de 2011

Is Facebook making us miserable?


Será o Facebook uma maravilha tecnológica, que vem para revolucionar (e melhorar?) as relações humanas, ou será antes uma praga, a minar a sociedade e a apoderar-se da alegria de viver?
Alguns pontos sobre isto, que também me têm feito pensar:

- "Is Facebook making us miserable?"- um artigo chegadinho de Harvard levanta esta questão. Alguns argumentos são: cria padrões de comparação resultantes de demasiada exposição; fragmenta o nosso tempo e "invade" a nossa vida (acesso por telemóvel, no trabalho, etc.); muda os nossos padrões de amizade e a forma como nos relacionamos.

- O nosso Miguel Sousa Tavares disse há uns tempos que "O Facebook é a maior ameaça do séc. XXI". Diz que odeia a devassa, e que NÃO quer encontrar os colegas de escola da primária. Diz que "A sociedade não se encontra, comunica", e que o silêncio é importante- "serve para construir qualquer coisa a partir dele". Não deixa de ser giro ver o vídeo, de qualquer forma: http://youtu.be/EyNHa3awYhk

- Finalmente, vem a grande questão da invasão de privacidade e do uso das bases de dados. No fundo, o Facebook gera informação sobre os nossos gostos, opiniões e relações, entre outros, e circula um vídeo por aí sobre a impossibilidade de conseguirmos apagar da base de dados do Facebook qualquer coisa que queiramos, mesmo que a apaguemos do nosso perfil, ou seja, daquilo que é visível para nós. Será que o Facebook nos monopoliza? Será que o Timeline não é mais um instrumento de controlo, com barras temporais, registo de sites visitados, etc? Vale a pena pensar neste grande fenómeno que surgiu de forma pouco lícita (para fazer uma espécie de votação em miúdas em Harvard, se bem me lembro).

Mariana, que tal Itália?




Eis a pergunta da praxe. E eis a resposta do costume: "Já voltei há um ano, sabe...".

O que mudou? Na verdade, tudo. Os últimos dois anos foram ímpares e marcantes, e nem parece que foi há exactamente um ano que aterrei de novo na minha Lisboa, deixando pedaços de vivências para trás e arrastando comigo outros. Há um ano no Pensionato deserto, às 4 da manhã, a fazer um esforço colossal para fechar o meu malão de guerra cinzento e a abandonar um edredom de 5€ do Continente, com uma directa em cima e com sentimentos nostálgicos misturados com a (já) saudade do pesto do refeitório... Há um ano no avião maluco da Luftansa, que esteve 5 horas para conseguir voar normalmente, depois de falhas técnicas que atrapalhavam o meu sono e tiravam o sono à minha mãe. Há um ano a saltar fora da minha zona de conforto, a voar para a América e a conhecer paraísos escondidos, cheiros novos e gentes diferentes...

De volta, a poeira assenta. Não sou a mesma pessoa- ainda bem. Não por Itália em si- e isto é difícil de explicar. O importante é mudar a forma de olhar as coisas, limpar a vista, escolher as prioridades certas, aprender com Quem sabe, descobrir onde se deve estar mas, acima de tudo, tentar perceber para onde se deve ir.
Não sei o que é melhor para mim (acho que ninguém sabe o que é melhor para si, na verdade).
Divido-me entre o que fui e o que sou, as minhas paixões e obrigações. A tradição e o mundo inquieto, o partir para qualquer lado e o conforto da lareira. Mas acima de tudo procuro aquilo que faço com duende.
Viva a vida!