
Será o Facebook uma maravilha tecnológica, que vem para revolucionar (e melhorar?) as relações humanas, ou será antes uma praga, a minar a sociedade e a apoderar-se da alegria de viver?
Alguns pontos sobre isto, que também me têm feito pensar:
- "Is Facebook making us miserable?"- um artigo chegadinho de Harvard levanta esta questão. Alguns argumentos são: cria padrões de comparação resultantes de demasiada exposição; fragmenta o nosso tempo e "invade" a nossa vida (acesso por telemóvel, no trabalho, etc.); muda os nossos padrões de amizade e a forma como nos relacionamos.
- O nosso Miguel Sousa Tavares disse há uns tempos que "O Facebook é a maior ameaça do séc. XXI". Diz que odeia a devassa, e que NÃO quer encontrar os colegas de escola da primária. Diz que "A sociedade não se encontra, comunica", e que o silêncio é importante- "serve para construir qualquer coisa a partir dele". Não deixa de ser giro ver o vídeo, de qualquer forma: http://youtu.be/EyNHa3awYhk
- Finalmente, vem a grande questão da invasão de privacidade e do uso das bases de dados. No fundo, o Facebook gera informação sobre os nossos gostos, opiniões e relações, entre outros, e circula um vídeo por aí sobre a impossibilidade de conseguirmos apagar da base de dados do Facebook qualquer coisa que queiramos, mesmo que a apaguemos do nosso perfil, ou seja, daquilo que é visível para nós. Será que o Facebook nos monopoliza? Será que o Timeline não é mais um instrumento de controlo, com barras temporais, registo de sites visitados, etc? Vale a pena pensar neste grande fenómeno que surgiu de forma pouco lícita (para fazer uma espécie de votação em miúdas em Harvard, se bem me lembro).
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